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Queremos sexo, baby!

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A música da Rita Lee, "Amor e Sexo", estabelece uma dicotomia que domina as mentes da sociedade hoje. As pessoas começaram a achar o amor dispensável e o sexo indispensável graças a essa suposta dualidade entre uma coisa e outra. Ninguém procura o amor hoje, a gente quer sexo e de preferência sem compromisso. Talvez uma amizade com benefícios (ou amizade colorida) seja a tentativa mais violenta de separar o amor do sexo: eu te amo como amiga, mas transo com você como se fosse minha peguete, e não estabelecemos nenhum laço mais profundo que não vá nos comprometer. Sexo é a onda, sexo é a felicidade, sexo é o símbolo da nossa liberdade.

O Abraço de um Pai

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Assista este vídeo antes de ler (dá pra assistir mesmo se não tiver conta no Facebook). Confesso aqui que minha sensibilidade foi exposta junto com algumas lágrimas ao assistí-lo. Não quero hoje entrar no mérito das guerras e causas. Quero falar sobre abraços. Eu sei a importância do abraço de um pai e de uma mãe. Moro longe dos meus desde os 19 anos e os vejo algumas poucas vezes ao ano. Eu sei exatamente o quanto um abraço tem mais valor do que qualquer censura ou discussão, quando a saudade e o amor estão envolvidos na equação. Só não sei o que é ser filho de um soldado que põe sua vida em risco por um país ou ideal. Não sei o que é ser filho de um policial que saia todos os dias sem a certeza de retorno. Listo o que achei interessante ao observar as reações de pais e filhos ao se reencontrarem:

O Preço da Opinião

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Para ler ouvindo: Verdade (Daniela Araújo feat. Leonardo Gonçalves) Essa tirinha está aqui para sua livre interpretação. Eu pensei muito, mas muito mesmo, antes de fazer um texto sobre o ataque ao Charlie Hebdo. Quem acompanha o blog sabe que eu costumo ser incisivo quando acho necessário ou uso eufemismos do melhor estilo "para bom entendedor" para emitir as opiniões mais controversas. Sim, gosto de manter as boas relações, então um pouco de política faz-me sacrificar a praticidade da escrita direta. E é justamente essa política que me fez pensar se escreveria ou não este texto. Mas afinal, se eu quero honrar algo como a liberdade de expressão ou a classe dos escritores, mais do que isso, se eu sou um cristão que defende o amor e o livre arbítrio, como posso me calar diante de um fato terrível simplesmente para evitar ser rechaçado por alguns ou admirado por outros que venham a entender errado o que eu escrevi? Se a revolta toma conta de mim quando ouço dizer de...

O Fim do Natal

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Eu nasci na véspera do Natal. Meu nome é Jônathas justamente por isso. Vem do hebraico, e numa tradução na linguagem contemporânea seria basicamente “Presente de Deus”. Além disso, cresci num lar cristão. Comemorei o Natal em família praticamente todos os anos do meu quase quarto de século. Fui criado numa sociedade que torna o Natal uma data especial, seja comercial, social ou espiritualmente. O comércio se movimenta no natal, assim como as famílias, igrejas e círculos sociais. Eu sou viciado em músicas natalinas em diversas versões e estilos. Sempre fui muito ligado ao Natal. Apesar disso tudo, a cada ano que passa, o Natal se torna mais comum e passageiro. A cada ano, ele termina mais rápido e passa mais frio. Eu poderia estabelecer aqui um diagnóstico para isso.

O Sublime Horror do Evangelho

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Cena do filme "A Paixão de Cristo", amplamente criticado pela frieza e violência. Em suas “Meditações para Maltrapilhos”, Brennan Manning diz que “A imaginação [...] domesticada agachou-se no berço, tremeu diante da salvação substituta de um Deus humilde, imprevisível. Um rei em trapos era um insulto para o intelecto finamente aguçado [...] e para a mente racional...”  e ainda acrescenta que “ O evangelho não é nenhum conto de Poliana para o inofensivo, mas um terremoto convulsivo, arrasador, um trovão que se propaga no mundo do espírito humano. ” Ainda no campo das citações, ao cantar a música “Besprinkled In Scarlet Horror” (Em tradução literal “Regado no Horror Escarlate”) sobre a condenação direcionada ao rock com temática cristã e também sobre o julgamento feito sobre todo e qualquer tipo de arte considerada “agressiva”, a banda de thrash metal Tourniquet praticamente grita: "Na tablatura eu escrevi Se você chegasse no local Do pavor escarlate do Ca...

A Sobriedade Insana dos Crentes

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Para Ler Ouvindo: "Why Don't You Look Into Jesus" (Larry Norman), "Baseado em Quê" (Salomão do Reggae), "Desde que Eu Tenha Você" (Alessandra Samadello) Em entrevista ao jornal dinamarquês Politiken , o diretor Lars Von Trier – famoso por suas obras polêmicas, pessimistas e de alto teor filosófico como “Dogville”, “Anticristo” (sim, tem a ver com Nietzche), “Melancolia” e mais recentemente “Ninfomaníaca” – declarou que está em período de abstinência após tratamento para vício em drogas e álcool. Para o cineasta, "nenhuma expressão criativa com valor artístico foi criada antes por ex-bêbados e ex-drogados". "Não sei se posso continuar fazendo filmes, e isso me preocupa. Quem se importaria em ouvir Rolling Stones sóbrios ou Jimi Hendrix sem heroína?" Foi o que ele disse, após acrescentar que não acredita que vá fazer bons filmes após a recuperação, já que a maioria dos seus filmes foram escritos enquanto estava sob ef...

A Morte do “Chaves” e as Chaves da Morte

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Hoje conversei muito sobre morte. Bem antes de ficar sabendo sobre a morte de Roberto Bolaños, o Chespirito, eterno Chaves e Chapolim. Se você é latino americano e assistiu TV na infância, com certeza já viu um episódio de Chaves. O Brasil principalmente (que há 34 anos assiste o Chaves via SBT), parou hoje com a notícia. Eu mesmo tenho meu coração apertado enquanto escrevo este texto. Sites diversos já fizeram suas homenagens e os usuários das redes sociais demonstraram sua tristeza e seu choque. Mas choque? Ele já não era de idade? Ele já não estava um bocado doente? Não saem sempre notícias fake da morte dele? Então por que a surpresa?