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O Fim do Natal

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Eu nasci na véspera do Natal. Meu nome é Jônathas justamente por isso. Vem do hebraico, e numa tradução na linguagem contemporânea seria basicamente “Presente de Deus”. Além disso, cresci num lar cristão. Comemorei o Natal em família praticamente todos os anos do meu quase quarto de século. Fui criado numa sociedade que torna o Natal uma data especial, seja comercial, social ou espiritualmente. O comércio se movimenta no natal, assim como as famílias, igrejas e círculos sociais. Eu sou viciado em músicas natalinas em diversas versões e estilos. Sempre fui muito ligado ao Natal. Apesar disso tudo, a cada ano que passa, o Natal se torna mais comum e passageiro. A cada ano, ele termina mais rápido e passa mais frio. Eu poderia estabelecer aqui um diagnóstico para isso.

O Sublime Horror do Evangelho

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Cena do filme "A Paixão de Cristo", amplamente criticado pela frieza e violência. Em suas “Meditações para Maltrapilhos”, Brennan Manning diz que “A imaginação [...] domesticada agachou-se no berço, tremeu diante da salvação substituta de um Deus humilde, imprevisível. Um rei em trapos era um insulto para o intelecto finamente aguçado [...] e para a mente racional...”  e ainda acrescenta que “ O evangelho não é nenhum conto de Poliana para o inofensivo, mas um terremoto convulsivo, arrasador, um trovão que se propaga no mundo do espírito humano. ” Ainda no campo das citações, ao cantar a música “Besprinkled In Scarlet Horror” (Em tradução literal “Regado no Horror Escarlate”) sobre a condenação direcionada ao rock com temática cristã e também sobre o julgamento feito sobre todo e qualquer tipo de arte considerada “agressiva”, a banda de thrash metal Tourniquet praticamente grita: "Na tablatura eu escrevi Se você chegasse no local Do pavor escarlate do Ca...

A Sobriedade Insana dos Crentes

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Para Ler Ouvindo: "Why Don't You Look Into Jesus" (Larry Norman), "Baseado em Quê" (Salomão do Reggae), "Desde que Eu Tenha Você" (Alessandra Samadello) Em entrevista ao jornal dinamarquês Politiken , o diretor Lars Von Trier – famoso por suas obras polêmicas, pessimistas e de alto teor filosófico como “Dogville”, “Anticristo” (sim, tem a ver com Nietzche), “Melancolia” e mais recentemente “Ninfomaníaca” – declarou que está em período de abstinência após tratamento para vício em drogas e álcool. Para o cineasta, "nenhuma expressão criativa com valor artístico foi criada antes por ex-bêbados e ex-drogados". "Não sei se posso continuar fazendo filmes, e isso me preocupa. Quem se importaria em ouvir Rolling Stones sóbrios ou Jimi Hendrix sem heroína?" Foi o que ele disse, após acrescentar que não acredita que vá fazer bons filmes após a recuperação, já que a maioria dos seus filmes foram escritos enquanto estava sob ef...

A Morte do “Chaves” e as Chaves da Morte

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Hoje conversei muito sobre morte. Bem antes de ficar sabendo sobre a morte de Roberto Bolaños, o Chespirito, eterno Chaves e Chapolim. Se você é latino americano e assistiu TV na infância, com certeza já viu um episódio de Chaves. O Brasil principalmente (que há 34 anos assiste o Chaves via SBT), parou hoje com a notícia. Eu mesmo tenho meu coração apertado enquanto escrevo este texto. Sites diversos já fizeram suas homenagens e os usuários das redes sociais demonstraram sua tristeza e seu choque. Mas choque? Ele já não era de idade? Ele já não estava um bocado doente? Não saem sempre notícias fake da morte dele? Então por que a surpresa?

Nossa Sociedade de Baratas

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Quem lembra dessa baratinha? rs Quem nunca ouviu a música da Baratinha? É muito antiga, mas até as crianças de hoje a conhecem, graças à Galinha Pintadinha. (Se você vive em outro mundo, clique aqui para ouvir, o arranjo da Galinha Pintadinha é legal, vai! rs) É uma cantiga até meio idiota e debochada. Mas escutando-a esses dias para um projeto no qual estou trabalhando, lembrei-me que é uma resposta bem pertinente à nossa cultura de ostentação. E quando falo de ostentação, não estou falando apenas do funk. Falo da ostentação virtual de uma vida incrível vista através de lentes de câmeras GoPro e filtros do Instagram, a ostentação de ideologias que parecem nobres e profundas, mas não passam de superficialidade esperta para disfarçar o egoísmo latente do ser humano.

[Resenha] Leonardo Gonçalves do "Princípio" ao Fim

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Eu não sabia por que eu tinha demorado tanto a fazer uma resenha sobre Leonardo Gonçalves aqui no blog. Pensando em retrospecto, após assistir o DVD “Princípio” eu percebo que não há melhor maneira de fazer uma resenha sobre a obra geral do cantor do que após o lançamento deste.  Leonardo Gonçalves é ouvido por muitos desde tempos de “Getsêmani”, que era a música de trabalho do seu debut álbum, “Poemas e Canções” de 2002. Além de “Getsêmani”, “Volta” também virou clássico do cantor, mesmo que “Poemas e Canções” conte com outras músicas tão lindas, bem feitas e memoráveis quanto as duas citadas, e já com composições de alguns dos maiores músicos cristãos da atualidade: Williams Costa Jr., Stênio Marcius, João Alexandre, dentre outros.

Pessimismo Otimista

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Para ler ouvindo: Bom e Mau (Estêvão Queiroga) As pessoas costumam desafiar a Deus, perguntando o motivo de permitir a morte precoce de algumas pessoas "boas" e a vida longa de algumas pessoas "más". Chateiam-se, reclamam com ele, como se ele devesse alguma coisa a nós. Acabam por duvidar da índole dele e por fim da sua existência. Pregam no fim das contas, que a ideia de Deus é ultrapassada e que o mundo seria um lugar melhor sem religião. Acham que a humanidade sozinha, sem Deus, sem uma Lei que seja mais profunda do que apenas regras, consegue extirpar as coisas desagradáveis. Olhe bem, mas bem atentamente para os nossos milhares de anos de história e civilização, olhe para culturas diferentes, religiões diferentes, oriente e ocidente. Olhe bem para eles e para a humanidade contemporânea e me responda com realismo e sinceridade: Você acha mesmo que sem algo que nos ligue tão profundamente que influencie diretamente quem somos como indivíduos e como e...